domingo, junho 25, 2006

Os dias mais curtos

os bancos mais soalheiros estão já ocupados por senhoras de idade
não são já muitas as manchas de luz
sabemos como no outono são mais curtos os dias
mais derradeiros

é no roseiral despido que se estende agora
a maior parte do sol que resta
mas aí não há bancos para me sentar
apenas parcelas com pés de rosa
caminhos para o jardineiro

(o verso narrativo,
o descritivo também,
há-de um dia ser o meu fim)

2 comentários:

nils disse...

O fim ou parte do teu futuro... com todo o gosto em ler-te!

[N] disse...

muito bonito. um abraço