segunda-feira, outubro 31, 2005

Lok



hunting creature
arise

initiate light
the invasion of time
the invasion of words

never before had fire that choice

(Duel Song 13/110)

10 comentários:

lup51 disse...

alo joão

se estiveres interessado, manda-me a tua morada para lup51@hotmail.com

para te enviar um convite para a apresentação do livro - vou tentar que seja publicado antes do natal

Francisco disse...

criatura predadora
ergue-te

luz iniciada
a invasao do tempo
a invasao de palavras

nunca o fogo as pôde decidir

Beguinha disse...

«O fim da arte é quase divino: ressuscitar, se faz história; criar, se faz poesia.» Victor Hugo

id disse...

és o autor do sopro da tartaruga?

perdido no escuro disse...

Sim Id. Publiquei recentemente o sopro da tartaruga. Tem sido complicado Dedicar-me ao blog. Mas as coisas vao mudar.

id disse...

pergunto porque comprei. dá uma olhada no meu

http://estoriasdeembalar.blogspot.com/

cumprimentos

sandra m. disse...

E é um livro muito bom :) Muito bom mesmo!

id disse...

gostei da expressão «nas palmas dos pés descalços». escrevi um poema despoletado por ela. e gosto da encadernação

Manuel Serra disse...

deixo um endereço

http://impoesia.blogspot.com/

é Impoesia

Alice disse...

(Perdido no Escuro: o teu metafísico poema convidou-me a partilhar contigo parte de um escrito que aqui segue)
"Vivo só com Noriko Yoshimitsu e os meus dois mastins.
Noriko, é a velha e pobre criada a quem jurei protecção em memória da minha infância. O seu rosto, vincado pelo passar dos anos, tem a suavidade de um lenço de cetim que amarrotou: mantém acesa a chama da indisfarçável beleza de outrora, e por detrás do gelo de um olhar que pressente a morte próxima, Noriko guarda a doçura de uma criança que teve a habilidade de não se deixar envelhecer. Há muito tempo que ambas partilhamos um silêncio que, mais do que amigas, nos torna cúmplices numa esperança que jamais ousámos confessar... quando cruzamos os olhos, resiste-nos essa certeza de uma inquebrável confiança que plenamente sedimentou. E então sinto-me o fio condutor de um mistério qualquer, como se houvesse uma luz que me atravessasse sem me dar explicações.
Os mastins têm cinco anos de idade e chamei-lhes Big e Bang, porque o seu porte enérgico e o pêlo encarniçado dá-lhes um ar selvagem de explosão universal. A um sinal do meu indicador aquelas duas mandíbulas estão prontas a atacar quem me queira atacar. E com efeito, ninguém suspeita que essa aura bravia de leopardo indomado seja o perfeito disfarce de uma ternura sem fim. Mas essa é a verdade: os meus cães sabem ser dóceis como dois esquilos amigos numa tarde de inverno.
Ao contrário do que previ, Bang é maior do que Big e tem o olhar terno de uma fêmea ágil, graciosa, gentil... move-a a curiosidade por tudo o que mexe, por tudo o que vibra, por tudo o que vive. E naturalmente Big rende-se: inquieta-se com tanta energia. Bang habituou-se a dormir lá fora, à porta dos aposentos de Noriko: tenho ideia que se apercebe de que ela aprecia a sua protecção e, ao mesmo tempo, acho que se diverte imensamente na quietude da noite. Big é completamente diferente: tem um génio caprichoso, taciturno e dorme debaixo da minha cama porque lhe apraz essa ideia de ser uma espécie de toupeira que raramente sai de dentro da toca... e para além disso é quase, quase gordo, pois ao longo do dia não gosta de se mexer: normalmente deixa-se ficar num ponto estratégico onde possa contemplar as aventuras saltitantes da Bang, com uma das orelhas ligeiramente em alerta". Não pares de escrever...