sábado, julho 10, 2004

Oito

Eu não conheci o thomas bernhard, mas tenho uma certa pena. Quando ele faleceu era eu apenas um rapazola. É porém perfeitamente provável que, se eu não fosse apenas uma criança ou ele não tivesse falecido em oitenta e nove, acabássemos os dois por travar conhecimento. Gostava de poder saber se alguma vez teria sido possível entre nós uma amizade sincera. Talvez eu tivesse podido de algum modo contribuir para a composição do grande texto sobre mendelssohn bartholdy. Talvez ele pudesse ter sido para mim um bom amigo. Julgo que tenho pena do seu corpo frágil. Não sei bem. Admiro a forma, devoro o signo. Mas o conteúdo em bernhard, apesar da ironia ou do gracejo, traz-me amargura e amargura apenas.

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