terça-feira, outubro 09, 2007

A uma senhora não muito boa mas que ainda assim despertou no poeta certo desejo

ai, o espanto todo, o espanto imenso
de perceber que bem te quero, e como, e tanto
que ardo hoje com igualíssimo tamanho
que ardia ontem, e amanhã, e quase sempre
e por tu não me quereres assim agora
como eu te quero em toda a vária hora
prossigo ardendo por ti constantemente
que o fogo é o espanto imenso de querer-te
e o tu não me quereres como eu, senhora
é outro fogo todo atiçado, cruel e lento

4 comentários:

  1. Anónimo3:11 p.m.

    Bem, que bonito! Muito camoniano.

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  2. Desejo e muita inspiração ;)

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  3. JM,
    passei por aqui e achei bem bonito!
    Parabéns.
    Ah, também tem um blog
    (www.homeofbrave.blogspot.com)
    Se tiveres um pouco de tempo, dê uma passada por lá.
    tudo de bom,
    Gabriela Cuzzuol
    (a jornalista a quem concedeste a entrevista lá no Congresso)

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  4. Anónimo9:19 a.m.

    gyonyoru :)

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