sexta-feira, julho 20, 2007

vejo as árvores despidas de folhas
carregadas de ninhos e pássaros:
coisas magras
de bico torto
arrumadas em rolos de palha
e montinhos de ramos secos

assim se vê quando é altura de ir embora
de rumar para algum outro lugar
quando das árvores não há mais que esperar
do que aves esfomeadas
e ninhos frios e vazios,
bicos sem forma ou feitio
cantando noite e dia
tragédias inomináveis

2 comentários:

  1. Anónimo12:22 p.m.

    Oh... Que belo poema...

    Mas, vá lá, não anuncies o Outono e o Inverno tão depressa... Estou agora a ver da janela árvores bem verdes, um dia lindo, uma figueira pejada de grandes folhas
    verde-escuras e figos...

    Beijinho.

    ResponderEliminar
  2. Anónimo6:49 a.m.

    respira fundo, faz uma expiração lenta, liberta-te....

    ResponderEliminar