sexta-feira, março 11, 2011

Das ideias

Ideas are like fish.
If you want to catch little fish, you can stay in the shallow water. But if you want to catch the big fish, you've got to go deeper.
Down deep, the fish are more powerful and more pure. They're huge and abstract. And they're very beautiful. 
I look for a certain kind of fish that is important to me (...) But there are all kinds of fish swimming down there. There are fish for business, fish for sports. There are fish for everything.
Everything, anything that is a thing, comes up from the deepest level. Modern physics calls that level the Unified Field. The more your consciousness - your awareness - is expanded, the deeper you go toward this source, and the bigger the fish you can catch.

David Lynch, Catching the Big Fish

terça-feira, março 08, 2011

Regresso ao futuro

Na sua página pessoal, na secção dedicada ao projecto "Back to the Future", a fotógrafa argentina Irina Werning confessa ter uma enorme predilecção por fotografias antigas: "I love old photos. I admit being a nosey photographer. As soon as I step into someone else’s house, I start sniffing for them." Daí surgiu a ideia de reencenar essas mesmas fotografias, nos mesmo lugares e com os mesmo protagonistas. Mas como é evidente, a única coisa a que uma reencenação não pode fugir é ao factor tempo (mesmo que se recupere o grão antigo da fotografia original), pelo que os protagonistas têm todos agora mais umas dezenas de anos em cima. O resultado é admirável, e desencadeia no observador um misto de comoção e perplexidade. Como aliás é próprio do tempo que sempre passa.






quinta-feira, março 03, 2011

The rhythms pronounce themselves then vanish

After they told me the CT showed
there was nothing wrong with my stomach
but my heart was failing, I plunked
one of those weird two-dollar tea balls
I bought in Chinatown and it bobbed
and bloomed like a sea monster and tasted
like feet and I had at this huge
chocolate bar I got at Trader Joe's
and didn't answer the door even though
I could see it was UPS with the horse
medication and I thought of that picture
Patti took of me in an oval frame. Sweat
itself is odorless, composed of water,
sodium chloride, potassium salts,
and lactic acid; it's the bacteria growing
on dead skin that provides the stench.
The average life span of a human taste bud
is seven to ten days. Nerve pulses
can travel up to a hundred and seventy miles per hour.
All information is useless.
The typical lightning bolt
is one inch wide and five miles long.

Dean Young (The New Yorker, February 14-21, 2011)

sábado, fevereiro 26, 2011

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Vou ver se isto dá



vou tentar fazer isto
ver se isto dá

separar pela mente
o corpo da mente

e assim

dormir na cabeça
um sono profundo
enquanto passeio
pela estrada de abetos

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Do ódio cego

Do que de uma feita, por me valer, eu entendi o casco de uma coisa. Que, quando eu estava assim, cada de-manhã, com raiva de uma pessoa, bastava eu mudar, querendo pensar em outra, para passar a ter raiva dessa outra, também, igualzinho, soflagrante. E todas as pessoas, seguidas, que meu pensamento ia pegando, eu ia sentindo ódio delas, uma por uma, do mesmo jeito, ainda que fossem muito mais minhas amigas e eu em outras horas delas nunca tivesse tido quizília nem queixa. Mas o sarro do pensamento alterava as lembranças, e eu ficava achando que, o que um dia tivessem falado, seria por me ofender, e punha significado de culpa em todas as conversas e acções. O senhor me crê? E foi então que eu acertei com a verdade fiel: que aquela raiva estava em mim, produzida, era minha sem outro dono, como coisa solta e cega. As pessoas não tinham culpa de naquela hora eu estar passeando pensar nelas. Hoje, que enfim eu medito mais nessa agenciação encoberta da vida, fico me indagando: será que é a mesma coisa com a bebedice de amor? Toleima. O senhor ainda me releve. Mas, na ocasião, me lembrei dum conselho que Zé Bebelo, na Nhanva, um dia me tinha dado. Que era: que a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a idéia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é. Zé Bebelo falava sempre com a máquina de acerto - inteligência só.

João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Regresso à natureza

Formou Deus o homem, e o pôs num paraíso de delícias; tornou a formá-lo a sociedade, e o pôs num inferno de tolices.
O homem - não o homem que Deus fez, mas o homem que a sociedade tem contrafeito, (...) - o homem assim aleijado como nós o conhecemos, é o animal mais absurdo, o mais disparatado e incongruente que habita na terra. (...) E quando as memórias da primeira existência lhe fazem nascer o desejo de sair desta outra, lhe influem alguma aspiração de voltar à natureza e a Deus, a sociedade, armada de suas barras de ferro, vem sobre ele, e o prende, e o esmaga, e o contorce de novo, e o aperta no ecúleo doloroso das suas formas.

Almeida Garrett, Viagens na Minha Terra

domingo, fevereiro 06, 2011

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Coisas daqui

Cavalos à luz de Inverno

domingo, janeiro 23, 2011

sábado, janeiro 22, 2011

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Vivian Maier


Three years ago in Chicago, a twentysomething real-estate agent named John Maloof stumbled upon a hidden treasure: tens of thousands of negatives that had once belonged to one of the best, and least-known, street photographers.

Vivian Maier spoke with a European accent, worked as a live-in nanny, and seems to have taken most of her photographs on her days off; that and the fact that she died in 2009, at the age of 83, are pretty much all we know about her. (“I didn’t know what ‘street photography’ was when I purchased them,” Maloof said of the negatives.) But Maier’s photos—which are currently on display at the Chicago Cultural Center and are also available online—have their own stories to tell, and it's great to see them getting the recognition that Maier seems never to have sought for herself. (fonte: www.veryshortlist.com)




sexta-feira, janeiro 14, 2011

sábado, janeiro 08, 2011

As feridas, com a nossa idade

saram lentas as feridas com a nossa idade
os golpes todos fecham muito só a custo
e devagar cresce a crosta sobre a ferida.
e como tarda a cair com a nossa idade
os meses que demora, são esperas longas
e a pele com a nossa idade após a crosta
já não é pele como dantes renovada
mas cicatriz dos nossos anos, a nossa idade
marcação de ferida lenta e pena funda
de funda ferida que a idade já não cura

terça-feira, janeiro 04, 2011

Inédia. A propósito de uma dieta de ano novo

Inedia (Latin: "fasting") is the ability to live without food. The word was first used to describe a fast-based lifestyle within Catholic tradition, which holds that certain saints were able to survive for extended periods of time without food or drink other than the Eucharist.
Breatharianism is a related concept, in which believers claim food and possibly water are not necessary, and that humans can be sustained solely by prana (the vital life force in Hinduism), or according to some, by the energy in sunlight (according to Ayurveda, sunlight is one of the main sources of prana). The terms breatharianism or inedia may also refer to this philosophy practised as a lifestyle in place of the usual diet.
While there is not peer verified scientific support for the claims, some promote the practices of breatharianism as a skill which can be learned through specific techniques.

Alpais de Cudot (1156 - 1211)

Lidwina de Schiedam (1380 - 1433)

Kateri Tekakwitha (1656 - 1680)

Mollie Francher (1848 - 1916)


Paramahansa Yogananda (1893 - 1952)


 Therese Neumann (1898 - 1962)

Prahlad Jani (1929 - )